Perdoai-me se ontem pareci distante
Desculpai-me se não e disse aquelas palavras
Se eu pudesse voltar no tempo, eu juro, as diria
Perdoai-me, e eu te suplico,
Esquecei o que passou
Pudera eu, em meu vão conhecimento
Descobrir a cura para palavras não ditas
Sei que errei, sei que é tarde
Mas te suplico, perdoai-me
Pelas palavras que não te disse
Onde quer que estejas, escutai meu pedido
Saibas que não foi por mal,
Que não podia imaginar nem em meus piores pesadelos…
Saibas que se eu soubesse, tê-las-ia dito
E jamais ter-me-ia portado de tal maneira
Perdoai-me por não despedir-me como se fosse a última vez
Já devia ter imaginado que um dia seria
E agora já é tarde demais
Perdoai-me por não ter te contado, como agora, com lágrimas aos olhos
Que amo-te e que és a mais linda criatura que pisaste à Terra
Perdoai-me, meu amor, por não pensar no amanhã
Mas perdoai-me, principalmente, por me atirar à tristeza,
Ao invés de celebrar à sua memória
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Pensando em ti
Os dias nublados chegaram
Agora para ficar
Lá fora a chuva cai solitária
Bate no chão, quebra o asfalto
E molha minha face, e me desconcerta
Tamanho é o meu pranto que tudo se cala
Fecho meus olhos, me vejo em devaneios
Grito, e ninguém me ouve
Perco o controle, me viro no avesso
Porque estás tão longe se estás tão perto?
Porque foges de mim quando te vejo?
Porque insistes em dizer que não me ouves
Se sussurro em teu ouvido o que depois nego?
Choro, e a sala se inunda com minhas lágrimas
Sofro, e o mundo se compadece de minha tristeza
Fujo dos olhares acusadores pelas ruas
Quase morro, mas escapo ilesa
Amo.
Amo tanto que meu amor já não cabe em minhas palavras…
Vivo.
Vivo pensando em ti.
Melancolia
Por que será que choras de contentamento,
Se sombras encobrem metade de teu rosto,
E apenas um trapo envolve delicadamente teu corpo nu?
Por que foges de tuas próprias palavras,
Trava batalhas hediondas com tua própria alma
Faz um pano de chão com tua própria bandeira?
Tens medo de ti ou apenas teme tua própria sombra?
Teus olhos embebidos em angústia
Pedem desesperadamente por algum socorro
Estás só
Abatida e triste
Como uma filha bastarda que é expulsa do colo maternal
Morre de amores
Mas não diz nada
Apenas observa e contempla
A criatura que, inocentemente, a tortura com seus carinhos…
Cianureto
Hoje o dia está cinza
Como todos os outros em que não te vejo
Mas hoje está tudo muito mais triste
Porque o sol não brilhará novamente
Saio pelas ruas num último sinal de desespero
Um grito cortante atravessa minha garganta
Tudo o que eu quero é tentar esquecer
Mas como posso esquecer se você ainda está em mim?
Sinto tanta saudade de quando fazíamos planos
Mas tudo o que restou são palavras ao vento
Juras de amor…
Promessas que jamais serão cumpridas
O tempo é tão cruel…
Viaja na velocidade da luz quando queremos que pare
E anda em câmera lenta quando a dor aperta
Ainda vejo seu rosto quando fecho os olhos
Lembra que iríamos ficar juntos?
Agora só o que me resta é aceitar
Que nunca mais verei seu sorriso
E nem ouvirei sua voz chamando meu nome
Tudo está tão calmo agora
Sinto que a escuridão engole meu corpo
E me consome pouco a pouco
Adeus, meu amor.
Melancolia
Por que será que choras de contentamento,
Se sombras encobrem metade de teu rosto,
E apenas um trapo envolve delicadamente teu corpo nu?
Por que foges de tuas próprias palavras,
Trava batalhas hediondas com tua própria alma
Faz um pano de chão com tua própria bandeira?
Tens medo de ti ou apenas teme tua própria sombra?
Teus olhos embebidos em angústia
Pedem desesperadamente por algum socorro
Estás só
Abatida e triste
Como uma filha bastarda que é expulsa do colo maternal
Morre de amores
Mas não diz nada
Apenas observa e contempla
A criatura que, inocentemente, a tortura com seus carinhos…