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1ª MosCA Macaé
Eu escrevo sobre Macaé não só porque sou macaense, mas também porque acho um absurdo ver tudo o que acontece por aqui e não fazer nada. Como sou apenas uma estudante de biologia, sem poder político ou aquisitivo, devo utilizar as armas que tenho ao meu alcance: minha liberdade de expressão e minha voz.
Acredito que cada um de nós tem a vontade de mudar muita coisa, mas sozinhos não temos força. É clichê sim, mas só o é por ser verdade: juntos nós podemos fazer a diferença.
Ações como expor nossa opinião, escrever, discutir, manifestar, são direitos que não podemos deixar que tirem de nós. A repressão e censura hoje estão latentes, mas ainda existem e funcionam a partir do medo e apatia. Precisamos usar nossas armas, precisamos mostrar o que nos incomoda, caso contrário, jamais veremos mudanças.
A culpa dos problemas que acontecem na cidade não é nossa, mas é nossa culpa não tentar fazer nada para mudar. Podemos, porém, começar a mudar esse quadro no dia 13 de agosto, na praça Veríssimo de Melo, a partir das 18h. Nesse dia, ocorrerá a Primeira MosCA (Mostra de Cinema Ambiental) de Macaé, em que serão exibidos filmes que despertarão discussões sobre a temática: “Macaé, onde estão os Royalties?”. Compareça! Participe! Faça a diferença e mostre a sua voz!!

Como está o seu conhecimento sobre a aplicação dos royalties em Macaé?
Teoria da Conspiração
Ontem eu estava dirigindo, alegre e contente (tá, não tão contente) pela Rua Fábio Franco a caminho do Centro da cidade de Macaé. Eis que eu vejo uma cena que não imaginaria: as obras em frente ao supermercado ABC acabaram! Tamanha foi a minha surpresa, que mesmo podendo pegar aquele tão sonhado caminho mais curto até o meu destino, acabei seguindo o caminho que antes era o desvio, por costume mesmo, durante os dois meses em que a obra aconteceu.
Ao voltar, tentei buscar sinais de alguma melhoria naquele trecho, afinal, aquela obra durou tanto tempo que já estávamos até esquecendo que aquela era uma rua transitável. Depois de muito procurar, não encontrei nada. O asfalto continuava irregular e com buracos, o valão, enorme e majestoso, permanecia à céu aberto, a linha de trem ainda estava lá, na exata posição de antes. Foi aí que minha mente – que quando está à toa, tende a pensar as bobagens mais absurdas – começou a divagar sobre as prováveis reais causas daquele enorme transtorno que nos foi imposto pelos últimos meses.
Começou com a simples idéia de um metrô. Imagina, um metrô em Macaé! Mas a minha idéia logo se dissipou, porque uma cidade que não consegue ter um transporte organizado sobre a terra com certeza não seria capaz de construir um metrô. Passei então a considerar a possibilidade de terem encontrado um grande reservatório de petróleo bem no coração da cidade, mas logo desisti dessa porque seria improvável que não o tivessem descoberto antes…
Mas aí, algo me veio à cabeça e os fatos iam se ligando de forma que eu me convenci completamente: Um setor secreto da prefeitura estava escavando e retirando do subsolo uma nave alienígena que havia caído e se enterrado naquele exato local no início dos anos 50. Até então, ninguém sabia de sua existência porque a falta de planejamento da cidade e seu crescimento desordenado foram palco para uma série de obras mal feitas que acabaram por prender o meio de transporte alienígena e toda a sua tecnologia avançada sob toneladas de esgoto e asfalto.
Os inúmeros buracos, que cobrem toda a cidade e vêm aumentando de maneira absurda nos últimos tempos, são resultado de atividades sísmicas devido a processos de vibração do aparato alienígena, ao tentar se libertar de sua prisão. Até então, o chefe do Setor de Assuntos Paranormais (SAPA) da prefeitura não havia encontrado o local exato da queda da nave e aconselhou o prefeito que evitasse cobrir os buracos e consertar as ruas porque acreditava que eles formavam um padrão de códigos que desvendaria sua localização.
Obviamente, a prefeitura se preocupa imensamente com a série de ataques que vêm acontecendo ultimamente e usa todas as economias da cidade para proteger a população de prováveis ataques e é claro, de um grande quadro de pânico em massa. Para preservar a saúde mental e física de seu povo, o prefeito decidiu que esse segredo seria mantido a sete chaves. Isso explica, também, é claro, a necessidade do poder manter-se sempre nas mãos da mesma família. Não há causa mais nobre para a manipulação dos votos do que a proteção de tantos inocentes. Como dizia Maquiavel, “os fins justificam os meios”, e o atual prefeito está sendo nada mais do que totalmente altruísta ao aceitar carregar o fardo da família e cuidar tão bem dos cidadãos macaenses.
Depois de tantas revelações, passei a ter um respeito enorme pelos políticos macaenses, afinal, deve ser mesmo muito difícil conter uma ameaça tamanha e ainda por cima administrar uma cidade tão grande com a ínfima quantia de dinheiro recebida dos royalties…