
Desde criança adoro escrever em códigos. Tinha cadernos e cadernos com os mais diversos tipos de símbolos e letras trocadas, e vários textos que diziam exatamente a mesma coisa, repetidamente, para que eu pudesse decorar cada um dos caracteres e poder escrever naquela língua que apenas eu entenderia.
Os códigos eram dos mais diversos, extremamente complexos, para que ninguém (pelo menos aqueles que não estudam criptologia) conseguisse desvendá-los. Lembro de um dia ter criado um tão complexo que nem eu mesma entendia.
Acredito que essa mania começou quando li o primeiro livro da trilogia “O Senhor dos Anéis”, quando vi aqueles símbolos élficos (e ao perceber que jamais teria saco pra aprender uma língua que não me iria servir pra nada), tive uma vontade incontrolável de criar alguns símbolos meus. Essa vontade se intensificou quando em uma aula de história, minha professora disse que Leonardo da Vinci costumava escrever em códigos e com palavras invertidas, para que ninguém conseguisse ler suas anotações e roubar seus projetos e idéias.
Confesso que sei que isso para absolutamente nada serve. Mas é divertido testar a memória e escrever sem medo de alguém descobrir o que está ali.
Há alguns dias, tentei modernizar meus códigos, criando um que pudesse ser escrito no computador e deu nisso:
Cucne cocguôz pia nedew lo lorjocles uz nîlagi nsaeli dis zaz. Enhi fuo àri enicbiniu disfuo cocguôz bocbiu niz epacni. Zere dores làri, ensolabi fuo nicragi nsaes uz nîlagi moz lo ros fuomseli. Fuo bet jinò bocbes?
Se quiser, sinta-se livre para desvendá-lo