“Fanatismo (do francês ”fanatisme“) é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente freqüente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio” (Fonte: Wikipedia).
O fanático raramente pensa, pesa ou equilibra o que diz, apenas possui uma necessidade inerente de convencer a todos que seu ponto de vista é o único correto e que ninguém possui o direito de pensar diferente. É esse desprezo pela individualidade dos outros o que mais me incomoda no fanático além, é claro, de sua incapacidade de argumentar de forma clara e coesa.
O fanatismo religioso é o mais comum, acredito eu. Poucos religiosos sabem separar a crença do fanatismo. E nesse caso posso ser um pouco radical, mas considero qualquer um que SAIBA que Deus existe um tanto fanático. Explicarei de maneira simples, antes que me joguem pedras: ninguém SABE se Deus existe, a não ser que tenha morrido e ido para o ‘céu’ – mas nem por isso ele soube em vida, o que o torna ainda fanático. O verdadeiro religioso ACREDITA e isso já é o suficiente para ele. Já falei sobre fé no post anterior e quem a possui não precisa de comprovação. A crença não necessita de testes.
Outra forma de fanatismo igualmente irritante é um que vem crescendo exponencialmente: o fanatismo vegetariano. O fanático vegetariano vai rogar pragas a todos aqueles que comem carne e chamá-los de cruéis, torturadores, assassinos e quaisquer tipos de pessoas condenadas a passar a eternidade no ‘inferno’.
Existem ainda os fanáticos políticos, fanáticos por música, por jogos, por tecnologia (!), por praticamente qualquer coisa que exista. O mais triste é que o fanático frequentemente prega o ódio, é preconceituoso e agressivo. O que eles não entendem é que xingar e acusar as pessoas que pensam diferente não fará com que elas mudem de opinião. Uma boa discussão, baseada em respeito mútuo e argumentação, ao contrário, pode ser capaz de fazê-lo.
“O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.”
Friedrich W. Nietzsche