Arquivos Mensais:outubro 2011

Esqueça

Esqueça

Esqueça os momentos,
Esqueça as palavras,
Finja que não existi,
Diga a si mesmo
De novo e de novo e de novo
Se convença,
Um dia, quem sabe, consiga.
Roube minhas juras,
Minhas promessas,
Meus sorrisos.
Tire de mim tudo o que me deu,
As cartas, as flores, as fotos, o futuro…
Mas as lembranças,
Tão mais vivas,
Tão mais belas,
Tão mais limpas
Essas você não poderá tirar de mim.

Sobre o Fanatismo

Sobre o Fanatismo

“Fanatismo (do francês ”fanatisme“) é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente freqüente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio” (Fonte: Wikipedia).

O fanático raramente pensa, pesa ou equilibra o que diz, apenas possui uma necessidade inerente de convencer a todos que seu ponto de vista é o único correto e que ninguém possui o direito de pensar diferente. É esse desprezo pela individualidade dos outros o que mais me incomoda no fanático além, é claro, de sua incapacidade de argumentar de forma clara e coesa.

O fanatismo religioso é o mais comum, acredito eu. Poucos religiosos sabem separar a crença do fanatismo. E nesse caso posso ser um pouco radical, mas considero qualquer um que SAIBA que Deus existe um tanto fanático. Explicarei de maneira simples, antes que me joguem pedras: ninguém SABE se Deus existe, a não ser que tenha morrido e ido para o ‘céu’ – mas nem por isso ele soube em vida, o que o torna ainda fanático. O verdadeiro religioso ACREDITA e isso já é o suficiente para ele. Já falei sobre fé no post anterior e quem a possui não precisa de comprovação. A crença não necessita de testes.

Outra forma de fanatismo igualmente irritante é um que vem crescendo exponencialmente: o fanatismo vegetariano. O fanático vegetariano vai rogar pragas a todos aqueles que comem carne e chamá-los de cruéis, torturadores, assassinos e quaisquer tipos de pessoas condenadas a passar a eternidade no ‘inferno’.

Existem ainda os fanáticos políticos, fanáticos por música, por jogos, por tecnologia (!), por praticamente qualquer coisa que exista. O mais triste é que o fanático frequentemente prega o ódio, é preconceituoso e agressivo. O que eles não entendem é que xingar e acusar as pessoas que pensam diferente não fará com que elas mudem de opinião. Uma boa discussão, baseada em respeito mútuo e argumentação, ao contrário, pode ser capaz de fazê-lo.

“O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.”
Friedrich W. Nietzsche

Sobre a Fé

Sobre a Fé

Sempre tive uma necessidade enorme em acreditar em alguma coisa. Acreditar em um deus, ter uma religião, saciar a minha necessidade espiritual, minha curiosidade sobre a existência de tudo e o nosso papel nesse mundo. Tentei algumas religiões, frequentei igrejas, rezei, tentei ler a bíblia, estudei um pouco sobre teologia, mas nada parecia me satisfazer, ou minimamente responder minhas perguntas. Talvez eu tenha perguntas demais.

Porém, minha vida mudou muito desde essa época e hoje sou uma pessoa completamente diferente. Acho que a minha conexão com a ciência me tornou alguém cada vez mais difícil de ser convencida. Acredito em fatos, em experimentos, naquilo que pode ser testado, comprovado ou refutado. Assim, minha crença em algo que não posso ver ou tocar foi ficando cada vez mais de lado, cada vez mais esquecida, até o ponto em que não vi mais sentido em acreditar em um deus.

Passei por crises existenciais, confesso. Tive uma dificuldade imensa para superar uma depressão justamente porque não tinha aquele apoio espiritual a que tanta gente recorre quando vê que nada mais parece certo. Alguns rezam e pedem ao seu deus que ele resolva seus problemas e se sentem genuinamente bem. Não há nada de errado com isso, só não é para mim.

Mas acredito que a fé seja importante. Ela é capaz de nos ajudar a passar por momentos difíceis e a superar coisas que não conseguiríamos sem apoio. Mas a fé não pode ser depositada apenas em divindades que podem ou não existir. Ela pode ser muito mais que isso. Decidi que talvez não seja assim, tão ruim, acreditar em coisas que não vemos ou testamos e que isso faz parte da vida:

Acreditar.

Eu acredito em mim, hoje, acima de tudo. E ainda acredito na bondade das pessoas. Acredito que dentro de cada um de nós existe o bem e o mal – não no sentido bíblico e cru das palavras – e que não existem pessoas 100% boas ou 100% más. Só cabe a nós saber equilibrar os dois.

Acredito ainda que o mundo tem jeito. E enquanto todos acreditarem, tudo é possível.

“A fé é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão” (fonte: Wikipedia)