A cidade do tamanho de um ovo e seus cidadãos-praga

Eu nasci em Macaé.

Pra quem não conhece, Macaé está localizada no Rio de Janeiro, próxima a Campos, e é muito conhecida pela sua produção de petróleo e enorme população flutuante de gringos. Macaé é uma cidade relativamente grande e ao mesmo tempo, pequena. Grande porque é geograficamente razoável, tendo uma área total de 1.215,904 km², e pequena porque é um ovo. Sim, é um ovo.

Para entender o que isso significa, vamos tornar a explicação fácil exemplificando-a. Digamos que você mora em Macaé e quer que sua existência seja um segredo para todos os outros moradores de tão peculiar cidade. Você é tímido e detesta que as pessoas falem sobre você, conheçam você ou descubram que você já foi fã das Spice Girls e das Chiquititas – o que não é o meu caso (tá, eu gostava das Spice Girls) – pois bem, caro morador fictício, Macaé não é a cidade para você.

Eu digo isso porque lá todo mundo se conhece. E mesmo que nem TODAS as pessoas da cidade te conheçam DIRETAMENTE, com certeza conhecem alguém que conhece alguém que já esteve 5 minutos com alguém que te conhece. E acredite, caro morador fictício da cidade de Macaé, se você fizer alguma coisa embaraçosa como dançar a dança do siri em plena Praia dos Cavaleiros, todos aqueles que realmente te conhecem ficarão sabendo desse seu pequeno “deslize”.

Agora que todos já entenderam mais ou menos como funcionam as coisas em Macaé, devem entender também que macaense é praga. Antes de mais nada, devo deixar bem claro que “macaense” não é só quem nasce em Macaé e sim, qualquer um que por ventura venha a se estabelecer em tal cidade; seja porque seu pai foi transferido para a Petrobras, seja porque viu no Globo Repórter que lá tem emprego fácil, seja porque você é extremamente azarado e acabou por ficar preso em uma cidade que tem o tamanho de um ovo. Macaense é praga porque em qualquer lugar do mundo há um macaense. Se essa pessoa não nasceu ou morou em Macaé, com certeza já esteve lá ou conhece alguém que mora lá ou conhece alguém que já tenha passado por lá. Isso é fato.

Imagine agora a seguinte situação imaginária: Você, morador de Macaé, está passeando pela Praça Dam, em Amsterdam (eu faria um trocadilho, mas não é necessário) e de repente, ouve uma frase em uma língua conhecida:

-”Pô, cara, eu acho que a linha da pipa daquele menino vai ‘pocar’”.

Você se vira e pergunta:

-Brasileiro?
-Iaê, cara, tudo bom? Sou brasileiro sim!
-É de onde?
-De Macaé, e você?
-Pô, eu também…

O macaense também é conhecido por vivenciar um período que pode ser comparado com o Rumspringa, dos Amish. É costume, para quase todos os macaenses que completam o Ensino Médio, ir morar em alguma cidade próxima para completar mais um estágio de sua educação: a faculdade. Após a faculdade, muitos retornam para Macaé e vão trabalhar na Petrobras para o resto de suas vidas; os demais espalham-se pelo mundo como ervas daninhas prestes a tomar o lugar e os nutrientes das outras plantas.

Um dos destinos preferidos dos macaenses é uma cidade chamada Niterói, que é um bairro do Rio de Janeiro que fica próxima ao Rio de Janeiro. Se você estiver caminhando pelas ruas de Niterói em pleno período escolar, pode ter certeza que 70% dos habitantes de lá são macaenses vivenciando seu “Rumspringa”.

Eu já encontrei macaenses nos lugares mais inusitados e olha que eu nem conheço tanta gente assim. Encontrei-os em outra cidade, em outro estado e até em outro país. Eu acho isso assustador, mesmo sendo macaense.

Onde quer que esteja, não tenha dúvidas, há sempre um macaense perto de você ;)

O Oitavo Período

Aqui estou eu, na faculdade, esperando a aula começar para apresentar um trabalho sobre o envelhecimento dos sistemas gastrointestinal e urinário. Amanhã tenho uma prova de Técnicas de Socorrismo e na sexta uma de Cálculo. Na semana que vem, uma prova de Anatomia e Fisiologia Humana II e um seminário de Psicologia. Ainda tenho que fazer um trabalho sobre Wallon e um trabalho sobre Psicanálise.

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Por que eu não estou na praia mesmo??

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Ah sim, eu odeio praia ;)

Resoluções para 2010

Parar de fazer resoluções e começar a agir para mudar alguma coisa.

;)

Mais uma de Amor

Queria ter palavras para te descrever, meu amor
Palavras que pudessem explicar o que significas para mim
Teu nome é a poesia que tanto amo
Teu corpo é o labirinto o qual adoro me perder
Me prender em ti e em ti permanecer
Pra nunca mais ficar longe de você
Queria entender esse fascínio, essa loucura
Talvez seja mais um vício que admiração
Você é aquela doença que não tem cura
Que me entorpece e aos poucos me faz perder a razão
Quero fazer de ti meu objeto de estudo
Pra te entender de dentro afora, teu corpo e alma
Você não é nada menos do que o meu tudo
É meu dia, minha noite, meu ódio, minha calma
Ter você ao meu lado, acalmar meu desejo
É tudo o que eu quero desde que nos conhecemos
Te ter em mim quando quero e sem rodeios
No mínimo pra sempre e nem um segundo a menos.

O tempo

Posso lembrar de anos atrás
E fingir que nada mudou
Mas a verdade é que eu ainda não sei esquecer

Eu sei que não havia outra forma
Mas mesmo assim dói em meu peito
Olhar para o lado e não ver você aqui

Se não estamos juntos como antigamente
O que nos resta é esperar
E o que mais podemos fazer
Se não adianta chorar?

Eu imaginei que seria mais fácil
Ou então não tão difícil…
Talvez tenha mesmo que ser assim…

No horizonte um futuro melhor nos aguarda
Ainda acredito que isso seja verdade
Afinal, o que será de nós sem esperanças?

Tente ao menos se lembrar
Do que eu preciso receber
Só me ouvir por um tempo
É o que peço a você

E enquanto o amanhã não chega,
Antes de tudo mudar
Tento não acordar para essa realidade
E nem parar de sonhar

Imensidão

Cansei de chorar,
De ver no espelho meus olhos vermelhos.
Não quero mas ter minha face molhada, minhas roupas  salgadas…
E soluçar sempre que não te vejo

Eu juro a você, e dessa vez é verdade
Não me verás derramando outra lágrima
Se assim preferes, serei como estátua,
Do mais puro mármore metamorfizado.

Olho o mar no horizonte
Ele não é tão diferente de mim…
Quero lavar meu corpo, minha alma,
E ver se assim consigo me livrar do que sinto…

Tudo agora é frio…
E não penso em mais nada,
Não choro, não sofro, não lembro do seu rosto
Nada.

Porém lhe sou grata,
Por me mostrar que dentro dessa sua aparência fria
Existe um menino que chora.

Desabafo

Eu sou uma pessoa difícil de se lidar. Sim, eu admito. Ser meu amigo é uma tarefa árdua, só os mais teimosos e cabeça-duras conseguem, alguns não acham que valha à pena. Eu tenho muitos defeitos, muitos mesmo… Eu sou grossa, sarcástica (se bem que alguns não consideram esse último um defeito), cabeça-dura, mal-humorada, e muito, mas muito cabeça de vento. Eu esqueço de dizer todos os dias aos meus amigos o quanto eles são importantes pra mim e o quanto me fazem falta quando estão longe.

Hoje devo dizer, com pesar, que perdi o contato com muitos deles por causa disso, por causa desse mesmo motivo, o de esquecer de dar um telefonema, ou mandar um email, ou mesmo um scrap pelo orkut (o orkut saiu de moda agora, né? O negócio agora é o twitter, então substitua o “scrap” pelo “reply”). Mas não é por mal, juro que não, eu sinto muita falta de cada um dos meus amigos e onde quer que estejam, garanto, que ainda penso em todos eles sempre que abro uma página da minha agenda, ou revejo meus antigos cadernos de perguntas, ou ouço uma música, ou vejo meus contatos no celular/orkut/twitter/o-um-milhão-de-coisas-que-tenho-na-internet.

E o mais importante: ainda os chamo de “meus amigos”.

Estranha Loucura

Procuro seu olhar em cada esquina

Morro a cada dia em que não te vejo

Adoro tudo que tem o seu nome

Sua voz desperta em mim algo que nunca senti

Não há explicação plausível que me faça entender

Porque estou assim, tão estranha

Tudo em você me faz suspirar

Falo tolices, perco a noção do tempo

Meu coração bate a mil

Ando distraída com essa estranha loucura

Louca obsessão que me consome

Árduo tormento que me martiriza

Mas que ainda assim

Me faz gostar mais de você

Esperança

É ela quem vem rodopiando
Com toda a sua graciosidade sem igual
Lá vem ela
Dançando sem parar
E ela é persistente, não se cansa,
Vem voando como um anjo
Mostrando a sua dança
Que é suave, leve, pura
Vem como uma rainha
E é recebida docemente
pelos seus súditos:
Todos os mortais!
É ela uma criatura doce
Com a expressão feliz
É uma menina
Que se move magicamente
Como se flutuasse sobre o mundo…
Mas não é um mundo pobre e miserável
Como o que costumamos ver
Quando abrimos os olhos
Ao acordar de um sonho lindo
É este um mundo vivo,
Um mundo limpo,
Um mundo… livre
Então ela é uma pequena salvadora
Porque nos contagia
E nos alegra com a sua doce magia,
Nos protege
E pela vida nos guia
Cuidando de todos nós
Nos embala em um sono doce
que sossega nossa alma
E nos mostra seu dom, sua voz
Canta agora para todos
E nós sonhamos ao som dessa melodia
Que corre pela noite inteira
Na solidão das mentes vazias
E daqueles que não têm eira nem beira
Na solidão dos becos e ruas
Na solidão de cada coração
Na solidão dessa cidade escura
Na só e triste solidão.

EMART

musica

Eu sei que ultimamente eu tenho criticado muito a cidade em que moro… É claro que esse é o meu papel, como macaense e moradora e o que posso fazer pela minha cidade é mostrar a minha visão sobre o que acontece por aqui.

Mas quando eu vejo algo digno de ser elogiado, preciso reconhecer.

Na terça-feira eu e Raphaela estávamos divulgando a Mostra de Cinema Ambiental que ocorreu ontem na praça (que aliás, foi um sucesso) e imaginamos que poderíamos colocar um cartaz no Centro Macaé de Cultura. Chegando lá, conversamos com uma senhora muito simpática do 1º andar, onde fica a biblioteca, que nos permitiu que colocássemos o cartaz no mural que fica na entrada.

Foi também por ela que recebi a informação da existência de uma escola de artes no 3º andar. Eu já sabia que haviam aulas de desenho e pintura no Centro Cultural… mas nunca imaginei que havia uma Escola Municipal de Artes funcionando ali!

Obviamente, subi para conferir. Chegando lá, fui atendida por uma moça também extremamente simpática, que me explicou que ali eram ministradas aulas de música, tanto de canto quanto de vários instrumentos, além das de desenho e pintura que eu já conhecia. A única coisa que precisávamos fazer para assistir essas aulas era colocar nossos nomes e telefones em uma lista de espera e claro, sermos moradores de Macaé e estarmos estudando.

Me inscrevi em algumas categorias, inclusive a de percepção musical, em que aprendemos a teoria da música. No dia seguinte, fiz um nivelamento, para saber se conseguia ouvir sons e repetí-los (e consigo! :D ) – e foi então que eu descobri que haviam retirado o cartaz da entrada da biblioteca (!). Mas o mais importante sobre a Escola Municipal de Artes (EMART) é que os professores são extremamente capacitados e é tudo de graça! Sim, de graça!

Taí, Macaé… Finalmente posso dizer: Parabéns!